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A AJENAI agora é Tingui

Atualizado: 7 de out. de 2021

Nos últimos 18 meses, nossa associação passou por um grande processo de renovação. Novas parcerias, nova missão, novos projetos, maior abrangência dos projetos, novo foco. Para se alinhar a este novo momento, o estatuto da organização foi atualizado. E, com eles, ganhamos também um novo nome. Agora, somos a Associação Tingui.





O porquê da mudança


Em 2020, a AJENAI encerrou uma parceria de 20 anos com seu principal parceiro e financiador: o ChildFund Brasil - Fundo para Crianças.


A Diretora Institucional da Tingui, Elisângela Lopes, percebeu que este momento, apesar de ser um grande desafio para a organização, era também uma imensa oportunidade para repensar a atuação, rever os projetos, buscar novas parcerias e traçar um novo plano.




Fortalecimento da população rural a partir da cultura local


Sob o olhar de Viviane Fortes, que se juntou à equipe e passou a ser a Diretora e Programas da Tingui, optamos por focar no aprofundamento dos projetos sócio-culturais, ampliando nossa atuação para outros municípios do Vale do Jequitinhonha. Hoje, nossos projetos estão em quatro municípios: Jenipapo de Minas (onde é a sede da Tingui), Francisco Badaró, Chapada do Norte e Diamantina.


Passamos ainda a atuar em projetos sócio-ambientais, através do Sementes Vivas. Entendemos a agricultura familiar como um dos principais aspectos culturais da região. Através de ações que buscam fortalecer os conhecimentos da agricultura ecológica, buscamos fortalecer os saberes ancestrais que as famílias agricultoras carregam.


Adotamos, assim, uma nova missão:


Promover transformação social a partir da valorização da cultura e dos saberes locais.

Visibilidade e diversificação das fontes de captação de recursos


Sem um parceiro ou um financiador fixo, precisamos alterar nossa forma de financiamento de projetos. Mariana Berutto, que assumiu a Comunicação e a Captação de Recursos da organização, buscou diversificar as formas de financiamento de projetos. Além da escrita de projetos para editais públicos e privados, o projeto Versinhos de Bem-Querer permitiu, em plena pandemia, não apenas manter os projetos da OSC, como ainda ampliá-los. Pelo seu caráter inovador, o projeto foi selecionado entre as top 10 iniciativas de Ajuda Humanitária no âmbito do COVID-19, e nos rendeu o Prêmio Empreendedor Social do Ano, da Folha de São Paulo e da Fundação Schwab.


O site da então AJENAI foi lançado, incluindo uma lojinha online. As vendas trouxeram sustentabilidade para o projeto junto às Bordadeiras do Curtume, que integram o Mulheres do Jequitinhonha.


A organização, até então conhecida apenas localmente, ganhou visibilidade nacional. Nos últimos 18 meses, foi destaque nos principais veículos da imprensa nacional.


O novo nome


O nome AJENAI (Associação Jenipapense de Assistência à Infância) já não representava a atual organização. Além da ampliação da abrangência geográfica, o público dos projetos também foi diversificado.


Por que Tingui?


Tingui é uma árvore típica do cerrado. No Vale do Jequitinhonha, assim como em outras regiões do Brasil, o Tingui é usado para múltiplos fins.

  • As Mulheres do Jequitinhonha, por exemplo, usam a casca da árvore para tingir naturalmente os fios do algodão. A cor, que é influenciada pelas fases da lua e pela época do ano, varia entre tons de vinho e o rosa claro.


  • ​A infusão da casca é utilizada como tratamento para diversos males.

  • Os frutos, em formato triangular, possuem muitos sementes, que são usadas para a fabricação de sabões e xampus.

  • A madeira é usada para a construção de casas e para alimentar os fogões à lenha.

Resistente à seca, é uma árvore que consegue viver bem mesmo em regiões de solos pobres. Árvore bonita que dá flores, generosa e com grande capacidade de adaptação, o Tingui é a inspiração para o nome da organização.

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