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Associação ARCA lança nova coleção de peças

Atualizado: 12 de mai. de 2023

Com o apoio da Tingui e o patrocínio do BDMG Cultural, as artesãs e os artesão da ARCA lançam nova coleção de peças em trançado de palha e de couro.





Durante mais de um ano, os artesãos da ARCA trabalham no desenvolvimento de novas peças, que serão lançadas na mostra "Feito à mão, no Vale do Jequitinhonha", que acontecerá entre os dias 26 de novembro e 5 de dezembro na Vila 201, em Belo Horizonte.


Composta por bancos e quadros, em couro e em palha de milho, além dos tradicionais tambores, a coleção foi desenvolvida com a assessoria da artista Ana Vaz, buscando celebrar os amplos saberes e o primor técnico desses artesãos.







A ARCA:

A Associação dos Artesãos de Santa Cruz de Chapada do Norte, ARCA, está localizada no município de Chapada do Norte no Vale do Jequitinhonha em Minas Gerais.


A produção artesanal da ARCA é uma das alternativas de geração de renda para as comunidades quilombolas do município de Chapada do Norte. É ainda um importante mecanismo de perpetuação da cultural local através do fazer manual que reúne inúmeros saberes transmitidos de geração em geração.





A ARCA se organizou na década de 90, sob a liderança do então Pároco Paulo Toffoletti, reunindo artesãs e artesãos das comunidades quilombolas de Gravatá, Faceira, Cuba e Poções.


Utilizando técnicas de trançados em couro e palha de milho, o artesanato honra a tradição de produção de peças para casa, como móveis e utilitários: bancos, cadeiras e baús, além de cestos, bolsas, porta-jóias e cachepots.


Os tons terrosos da palha do milho são obtidos pelo tingimento natural, com o uso de cascas das árvores nativas como o Jatobá, Tingui, Aroeira, Angico e Moreira.


Os artesãos produzem ainda instrumentos musicais - tambores e as caixas de folia - talhados em troncos das árvores como Tamboril, Pau Sangue, Açoita Cavalo e Pau Terra que estão também alinhados à expressão cultural local.


Entre os artesãos da Associação, alguns chegaram a ganhar destaque nacional, como o Mestre Zé do Ponto, falecido em 2020, além de Aneli Pereira, João Gualberto, Paulo Toffoletti e José Neto.




Chapada do Norte:

Chapada do Norte, localizada no Médio Vale do Jequitinhonha, a 540 km de Belo Horizonte, é o município com maior percentual de população negra em Minas Gerais (91%, segundo dados do IBGE). São ao todo 13 comunidades quilombolas certificadas pela Fundação Palmares (população estimada de 1.870 habitantes) compondo o território: Quilombos de Gravatá, Moça Santa, Porto dos Alves, Poções, Porto Servano, Córrego da Misericórdia, Faceira, Córrego do Rocha, Córrego do Cuba, Córrego da Tolda, Água Suja, Córrego do Amorim e São João Piteiras. Epicentro de uma cultura viva e muito preservada, Chapada do Norte é porta-voz da história e da identidade mineira e brasileira.


Com um dos IDHs mais baixos de toda a região (0,598), a população rural tem seu sustento na agricultura familiar, além dos Programas de auxílio do Governo como o Bolsa-Família, pensões e aposentadorias.


Chapada do Norte abriga tradições culturais de origem africana e indígena, expressos especialmente na cultura popular com suas festividades tradicionais, na culinária, na música, na poesia e cantigas, na arquitetura colonial remanescente, nos afazeres culturais e no modo de vida rural que reproduz a pluralidade cultural de Minas Gerais. Ao que se destaca o artesanato, as comunidades quilombolas, as folias de reis e as festividades de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos de Chapada do Norte que se tornou Patrimônio Imaterial do Estado em 2013 com registro no IEPHA (Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais).


As comunidades quilombolas e seus personagens são o caldeirão ancestral onde fervilha toda a riqueza cultural presente no cotidiano do povo. Os quilombolas estão presentes nas quitandas, nas especiarias servidas nos leilões, no Congado, na lavação da Igreja do Rosário, ritual de abertura na semana da Festa, no angu também servido na quinta-feira e no tradicional Festival de Cultura apresentado durante a Festa do Rosário, onde os grupos de cultura popular Caboclo Surubim, Curiango, Luz que Brilha cantam, dançam e brincam com o público presente.


A ancestralidade do povo negro é constitutiva do município e pode ser encontrada em diversos aspectos comportamentais, na convivência com a natureza e o sagrado, o plantio da mandioca, feijão e milho, como cultivá-los, o modo de fazer as comidas e quitandas, como se tratam os males do corpo e da alma, as regras e contratos de convivência; tudo isso é transmitido como se fosse um código genético, no entanto, é pela palavra e mais ainda pelo fazer junto, um fazer coletivo e cooperado que uma geração vai aprendendo com a outra.


A nova coleção da ARCA teve o patrocínio do BDMG Cultural.



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